Sábia foi Elis Regina com sua música ''Como Nossos Pais''! Você já reparou nas coisas do dia a dia ou da vida dos seus pais que na nossa nunca terá?
Por exemplo: se em um domingo chamarmos alguns bons amigos pra almoçar na nossa casa e dicermos ''vou fazer uma feijoada'', certamente você não colocará pé, pescoço e outras partes da galinha, certo? (se sua respostar for ''claro que sim!'', você é mais antigo que seus pais) ; Se você conta pra sua mãe que aquele vizinho gostoso que você sempre achou que te dava bola é gay, ela vai falar coisas do tipo '' que desperdício'' ou ''coitado''. Coitado por que, mãe? isso é o que eu falaria atrás da cena, mas convenhamos que na época dela (de adolescência, claro) não era tão normal pessoas do mesmo sexo se beijar e terem relações, mas coitado por quê? Coitado seria se ele tivesse cancer de intestino aos 17, ou se ele fosse diabético aos 10, ele não é doente e não é uma ''Opção Sexual'', ele não escolheu ser gay. Ele simplesmente é e ponto. ; Quando seu pai estiver no MSN (o que já é um grande avanço pro seu quase cinquentão, vai) e ele ler algo em inglês, ele obviamente vai te perguntar, mas lááá longe, atrás da cortina do palco, você pensa ''pai, deixa eu te apresentar o Google Tradutor..'' mas você gentilmente usufruiu dos seus 5 anos de inglês da escola e o ajuda... que filho exemplar, não? Quando você for pai, saberá o significado da palavra estrangeira e caso contrário, você vai procurar na internet (mas se seu filho estiver por perto, não custa nada, não é mesmo?) ; Quando sua mãe está em lugares públicos e vê um cara que ao passar por um espelho da uma ajeitadinha no cabelo, ela diz ''é viado''..... bom, essa cena, depende do meu humor. Se eu tiver acordado com o ovo virado, já vou logo soltar um ''por que pra você todo homem que não age como meu pai é viado?'' mas se eu estiver sociável, vou virar os olhos com ar de desprezo e falar pelos bastidores: ''Mae, já ouviu falar em metrossexual? Ou melhor, você tem coragem de viver no mundo machista do século XX? Ah, por favor, né? Eu sou uma mulher que raramente quando passa por um retrovisou ou por um carro que o vidro tem insu film pára simplesmente pra ajeitar a minha franja e por isso eu sou lésbica? Só por as vezes eu andar meio esculhambada? Acoooorda, menina!''
A questão é: hoje, nada mais faz sentido. O que fazia algum ontem, hoje é totalmente diferente! É quase que a síndrome da Alice no Pais das Maravilhas, onde nada era o que é e tudo era o que não é. E também, tudo o que é por sua vez, não seria e o que não fosse, seria, não é? Nosa realidade é muito distante da dos nossos pais. Quando nascemos, não tinhamos nem ideia do que era uma tv de plasma e hoje a que compramos a menos de 2 anos não tem tecnologia HD. O mundo deles mudou muito rápido e nós já viemos com a rapidez de brinde, nos adaptamos facilmente, o que é o contrário deles e eles não tem culpa (mas seria bom se eles tentassem, não é?), por isso, as vezes que eles fazem comentários ou atos que jamais faríamos, eu me retenho e falo assim, pra mim mesma, atrás da cena tais coisas, porque se eu ou você falarmos pros nossos respctivos progenitores, só vão achar que não comemos pé de galinha porque não fomos criados na fazenda, que defendemos os gays por termos tendência a ser um, ou que quando achamos um cara gato (mesmo ele se olhando em cada superfície refletora que ele passa) por ele ser descolado.
Mas querem saber, pais? ''É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem''
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