Sempre reclamei dos defeitos da minha mãe: de nunca estar satisfeita com as coisas, de achar que do jeito dela sempre será melhor, de não saber ficar calada em certos momentos, mas quer saber? Eu sou igual! Não tem o que tirar (ta vai, tem sim), é só colocar a outra cor de olhos, cabelos e subtrair uns.. 26 anos e pronto, sou uma mini minha mãe.
Na verdade, eu sempre idolatrei minha mãe, mas eu sempre vi os erros dela e de longe! Mas quando estamos fora da situação, é muito mais facil julgar, raciocinar e agir em comparação de quem ta no conflito. O problema é que eu sempre alerto ela e ela praticamente nunca me ouve.
Eu sei, eu sei, já fiz muito isso, mas acho que hoje em dia acaba sendo diferente comigo, acho que já aprendi bastante.
Sábado é o dia que a progenitora tem vago pra cuidar da casa e dela. Não digo no sentido de limpar a casa, mesmo que ela as vezes o faça, mas no sentido de arrumar. Ela geralmente compra um móvel novo, um enfeite, um vaso, flores, um telefone, qualquer coisa. Porém, pra ela chegar a conclusão de qual cadeira, qual tonalidade de flor, qual forma do vaso e afins, vão semanas! E lá estou eu: atrás dela pelo shopping e pelo centro, tentando achar com ela o que seria perfeito para o ambiente.
''O que você acha? Compramos um arranjo de flores artificiais, ou um vaso pra encher de frutas e algumas folhas?'' Isso é tudo que eu preciso pra me tirar do sério e começar a ter um diálogo atrás da cena que dificilmente vai acontecer entre eu e a senhora minha mãe (se eu estiver sem paciencia, a maioria dos diálogos vão existir, acredite). ''Mãe, a casa é sua, o dinheiro é seu, compre o que quiser. Afinal, se eu escolher o arranjo, daqui um mês, no máximo, você vai reclamar e falar que deveria ter comprado só o vaso. Então pra que me perguntar?'' Tadinha, mas é o que eu falaria se eu tivesse coragem e nem um pouco de compreenção, mas eu respiro e falo: ''Ué, mãe, leva o que você acha que vai combinar melhor, o que vai te agradar quando você entrar em casa, o que você acha que vão elogiar ao verem''. E se ela insistir mais um pouquinho, eu vou dar minha opinião, mas continuar com esse joguinho psicológico nela.. é o mínimo que eu posso fazer pra não ser rude e não humilha-la na frente do atendente.
Lá pela quarta feira, ela vai reclamar da escolha feita no ultimo sábado e eu só vou ficar quieta e ouvir.
Ahhh, ouvir. Ta ai uma coisa que minha mãe não faz e eu como uma boa fã dela, faço, por simplesmente querer ter minha mãe como base da minha personalidade. Eu ouço. Nem sempre eu gosto, nem sempre eu suporto, mas eu ouço. Ouvir sua mãe dizer que não sabe se clareia ou escurece o loiro acinzentado dela, é uma coisa, mas ouvir ela desabafar com você sobre a briga de domingo que ela teve com a outa metade dos cromossomos que compõe a sua pessoa, é completamente diferente. Não pelo fato de eu ficar triste e ao mesmo tempo feliz de minha mãe não ter uma amiga que ela possa ligar e desabafar e fazer isso comigo, mas por ela certamente descontar em mim, porque em brigas, eu sempre tomo posição: eu fico do meu lado e eu falo o que não devo e óbviu, escuto o que não quero, mas eu não falo por mal, falo pra tentar ajudá-la e tudo que recebo, é patada. ''Não quero mais saber, já que você puxou a folga do seu pai, então eu tenho é que cuidar só de mim e deixar vocês dois se virarem sozinhos, sem minha ajuda, afinal, vocês nunca estão contentes com ela, nunca me agradecem''.
Bom, eu seguro o choro, fico quieta e continuo a ouvir, até a hora em que mudamos de assunto. Passou. Agora já estamos juntas tomando sorvete e falando sobre a família ou qualquer outro assunto.
Quando ela vê algo que ela já fez ou ta acostumada a fazer e percebe que não esta certo ou funcionando, imediatamente, ela fala como que do jeito dela é mais funcional e harmonioso. E começa a falação atrás da cotina: ''Por quer você não vai lá e faz então, mãe? Faz melhor..''
Fiz 10 anos de ballet e certamente foram os melhores da minha vida, independente do que aconteceu de mais absurdo nela, mas foi. Parei por um ano e nesse meio tempo, não deixei de ver filmes, coletâneas, documentários e lá estou eu: linda, pomposa e criticando. E é ai que eu do razão pra minha mãe. Não é que a minha versão é melhor, é que estivemos naquele papel, tendo aquelas ações e também já estivemos assistindo, analisando e, sendo assim, falamos o que seria melhor, por isso que se nós pudessemos, logicamente que faríamos melhor!
Ela mal entra na loja e já ta puxando assunto com o atendente. Se ele for simpático e souber o que está fazendo e oferecendo, pronto, ganhou a cliente e vai fazer uma venda de no mínimo 150,00 reias. É certeiro! Mas se for sem jeito, interesse e não der atenção a ela, esquece. Quando ele perceber, minha mãe estará saindo da loja falando um simples ''Obrigado''
Onde tá o problema? Na primeira situação, na que a pessoa é simpatica com ela e o resto todo. Ela começa a se abrir com a pessoa. fala por que ta comprando, pra que, quando, onde, como, o cpf, rg, endereço e telefone de quem irá usufruir de tal bem que será comprado. Ou então ela vai começar a falar do mal atendimento da loja concorrente.
É que as vezes, por mais que o funcionário seja simpático, ele pode ser só para vender, ter a comissão dele e ser feliz e com isso, não vai dar a mínima pra o que minha mãe ta falando, responderá com risos e palavras monossilábicas. Me irrita, porque minha mãe não percebe... ela está sendo inconveniente com a pessoa e eu sei que se eu falar pra ela o que está acontecendo, ela vai mandar eu parar de ser chata (como se eu conseguisse) e parar de inventar. E lá surgem as coxias, prontas pra mim e todas as minhas palavras e pensamentos. "Mãe, deixa eu te ensinar: quando você puxa assunto com uma pessoa e ela corresponde, legal, continue assim. Quando você puxa e ela desfaz de você, fala só o necessário com ela e pára de achar que ela ta te ouvindo com toda a atenção do mundo, ok? Odeio ver você sendo feita de boba'' Mas..... ela não está ali atrás pra escutar tudo isso e eu começo a interferir na conversa e dar uma pequena patada pra ela para de se humilhar com tal pessoa que pode ter acordado não muito bem com a vida, ou que tá cansada das pessoas terem as mesmas atitudes que minha mãe.
Por que hipocrisia? Eu falo mal, mas faço igual.
Tomei uma atitude madura, falei com meu atual ex, depois de um par de meses sem dizer um único oi. Meu estômago embrulhou, minha boca secou e meus olhos umidificaram-se..e... nada. Não fiquei satisfeita, não falei nada do que eu queria falar e não ouvi o que eu queria e esperava. Lógico, pensei que deveria não ter falado.
Dei dicas pra uma conhecida de como estudar no terceiro colegial pra ela poder passar no vestibular e eu mesma, não passei. Faz melhor agora, bloggueira.
Queria muito ser amiga de um conhecido gay, simplesmente por admirar ele e o achar um máximo. Ele? provavelmente não sabe nem o que eu quero prestar de faculdade. Sempre que podia, tentava puxar assunto, achar interesses pra compartilhar e ele ria e dava opiniões. Por que eu não tinha uma mini eu do lado pra mandar eu parar de ser incoveniente? Pelo menos eu percebi o que tava ocorrendo e rapidinho parei de forçar a barra.
É, não é a toa que estudamos genética. Ela é traiçoeira. Não me deu o cabelo e os olhos verdes de minha mãe. Não me deu o dom de não ser indecisa, de não me arrepender, der perceber logo no início, ou de simplesmente detectar a hora de passar um zipel na boca, mas me deu a paciência, a falta de maldade ao ver ou outros, o pré julgamento das coisas. Contudo, eu tenho a certeza de que terei um pedaço (ou varios) dela em mim, o qual eu me orgulharei até o dia de minha morte! Seja ele qual for.
Atrás da Cena
Sabe aquelas horas em que você gostaria de parar a cena e falar um monte por fora dela? Então... Seja bem vindo!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Quem vive de passado é museu!
Sábia foi Elis Regina com sua música ''Como Nossos Pais''! Você já reparou nas coisas do dia a dia ou da vida dos seus pais que na nossa nunca terá?
Por exemplo: se em um domingo chamarmos alguns bons amigos pra almoçar na nossa casa e dicermos ''vou fazer uma feijoada'', certamente você não colocará pé, pescoço e outras partes da galinha, certo? (se sua respostar for ''claro que sim!'', você é mais antigo que seus pais) ; Se você conta pra sua mãe que aquele vizinho gostoso que você sempre achou que te dava bola é gay, ela vai falar coisas do tipo '' que desperdício'' ou ''coitado''. Coitado por que, mãe? isso é o que eu falaria atrás da cena, mas convenhamos que na época dela (de adolescência, claro) não era tão normal pessoas do mesmo sexo se beijar e terem relações, mas coitado por quê? Coitado seria se ele tivesse cancer de intestino aos 17, ou se ele fosse diabético aos 10, ele não é doente e não é uma ''Opção Sexual'', ele não escolheu ser gay. Ele simplesmente é e ponto. ; Quando seu pai estiver no MSN (o que já é um grande avanço pro seu quase cinquentão, vai) e ele ler algo em inglês, ele obviamente vai te perguntar, mas lááá longe, atrás da cortina do palco, você pensa ''pai, deixa eu te apresentar o Google Tradutor..'' mas você gentilmente usufruiu dos seus 5 anos de inglês da escola e o ajuda... que filho exemplar, não? Quando você for pai, saberá o significado da palavra estrangeira e caso contrário, você vai procurar na internet (mas se seu filho estiver por perto, não custa nada, não é mesmo?) ; Quando sua mãe está em lugares públicos e vê um cara que ao passar por um espelho da uma ajeitadinha no cabelo, ela diz ''é viado''..... bom, essa cena, depende do meu humor. Se eu tiver acordado com o ovo virado, já vou logo soltar um ''por que pra você todo homem que não age como meu pai é viado?'' mas se eu estiver sociável, vou virar os olhos com ar de desprezo e falar pelos bastidores: ''Mae, já ouviu falar em metrossexual? Ou melhor, você tem coragem de viver no mundo machista do século XX? Ah, por favor, né? Eu sou uma mulher que raramente quando passa por um retrovisou ou por um carro que o vidro tem insu film pára simplesmente pra ajeitar a minha franja e por isso eu sou lésbica? Só por as vezes eu andar meio esculhambada? Acoooorda, menina!''
A questão é: hoje, nada mais faz sentido. O que fazia algum ontem, hoje é totalmente diferente! É quase que a síndrome da Alice no Pais das Maravilhas, onde nada era o que é e tudo era o que não é. E também, tudo o que é por sua vez, não seria e o que não fosse, seria, não é? Nosa realidade é muito distante da dos nossos pais. Quando nascemos, não tinhamos nem ideia do que era uma tv de plasma e hoje a que compramos a menos de 2 anos não tem tecnologia HD. O mundo deles mudou muito rápido e nós já viemos com a rapidez de brinde, nos adaptamos facilmente, o que é o contrário deles e eles não tem culpa (mas seria bom se eles tentassem, não é?), por isso, as vezes que eles fazem comentários ou atos que jamais faríamos, eu me retenho e falo assim, pra mim mesma, atrás da cena tais coisas, porque se eu ou você falarmos pros nossos respctivos progenitores, só vão achar que não comemos pé de galinha porque não fomos criados na fazenda, que defendemos os gays por termos tendência a ser um, ou que quando achamos um cara gato (mesmo ele se olhando em cada superfície refletora que ele passa) por ele ser descolado.
Mas querem saber, pais? ''É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem''
Por exemplo: se em um domingo chamarmos alguns bons amigos pra almoçar na nossa casa e dicermos ''vou fazer uma feijoada'', certamente você não colocará pé, pescoço e outras partes da galinha, certo? (se sua respostar for ''claro que sim!'', você é mais antigo que seus pais) ; Se você conta pra sua mãe que aquele vizinho gostoso que você sempre achou que te dava bola é gay, ela vai falar coisas do tipo '' que desperdício'' ou ''coitado''. Coitado por que, mãe? isso é o que eu falaria atrás da cena, mas convenhamos que na época dela (de adolescência, claro) não era tão normal pessoas do mesmo sexo se beijar e terem relações, mas coitado por quê? Coitado seria se ele tivesse cancer de intestino aos 17, ou se ele fosse diabético aos 10, ele não é doente e não é uma ''Opção Sexual'', ele não escolheu ser gay. Ele simplesmente é e ponto. ; Quando seu pai estiver no MSN (o que já é um grande avanço pro seu quase cinquentão, vai) e ele ler algo em inglês, ele obviamente vai te perguntar, mas lááá longe, atrás da cortina do palco, você pensa ''pai, deixa eu te apresentar o Google Tradutor..'' mas você gentilmente usufruiu dos seus 5 anos de inglês da escola e o ajuda... que filho exemplar, não? Quando você for pai, saberá o significado da palavra estrangeira e caso contrário, você vai procurar na internet (mas se seu filho estiver por perto, não custa nada, não é mesmo?) ; Quando sua mãe está em lugares públicos e vê um cara que ao passar por um espelho da uma ajeitadinha no cabelo, ela diz ''é viado''..... bom, essa cena, depende do meu humor. Se eu tiver acordado com o ovo virado, já vou logo soltar um ''por que pra você todo homem que não age como meu pai é viado?'' mas se eu estiver sociável, vou virar os olhos com ar de desprezo e falar pelos bastidores: ''Mae, já ouviu falar em metrossexual? Ou melhor, você tem coragem de viver no mundo machista do século XX? Ah, por favor, né? Eu sou uma mulher que raramente quando passa por um retrovisou ou por um carro que o vidro tem insu film pára simplesmente pra ajeitar a minha franja e por isso eu sou lésbica? Só por as vezes eu andar meio esculhambada? Acoooorda, menina!''
A questão é: hoje, nada mais faz sentido. O que fazia algum ontem, hoje é totalmente diferente! É quase que a síndrome da Alice no Pais das Maravilhas, onde nada era o que é e tudo era o que não é. E também, tudo o que é por sua vez, não seria e o que não fosse, seria, não é? Nosa realidade é muito distante da dos nossos pais. Quando nascemos, não tinhamos nem ideia do que era uma tv de plasma e hoje a que compramos a menos de 2 anos não tem tecnologia HD. O mundo deles mudou muito rápido e nós já viemos com a rapidez de brinde, nos adaptamos facilmente, o que é o contrário deles e eles não tem culpa (mas seria bom se eles tentassem, não é?), por isso, as vezes que eles fazem comentários ou atos que jamais faríamos, eu me retenho e falo assim, pra mim mesma, atrás da cena tais coisas, porque se eu ou você falarmos pros nossos respctivos progenitores, só vão achar que não comemos pé de galinha porque não fomos criados na fazenda, que defendemos os gays por termos tendência a ser um, ou que quando achamos um cara gato (mesmo ele se olhando em cada superfície refletora que ele passa) por ele ser descolado.
Mas querem saber, pais? ''É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem''
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